REPLICATION BASELINE · 2025–26 Dados sintéticos plausíveis — claramente rotulados onde aplicável

Bacia do Tijuipe

APA Serra Grande  ·  Mata Atlântica restinga · Bahia, Brasil

Um segundo território, testando a mesma metodologia.

Itacaré + Uruçuca · Corredor ecológico de restinga, borda sul da APA Serra Grande · ~4.000 ha
Índice Composto BIOMAS
v1 baseline — instrumentação em curso
Por que 61 em vez de 73 (Piracanga)?

O Tijuipe é um território mais jovem e mais complexo: mais pressão turística, sobreposição de marcos regulatórios (APA + uso privado + comunidades tradicionais), e menor histórico de monitoramento. A diferença entre 61 e 73 é o dado, não o território — o Tijuipe está sendo instrumentalizado agora, Piracanga já tem dois anos de baseline.

Baseline de Replicação v1 — instrumentação em andamento. A cada ciclo, o score se aproximará do valor real.
Mapa da Bacia
01 02 03 04 05 14°10′S · 39°01′W ~4.000 ha APA
Limite da bacia
Drenagem
Limite APA
Baseline de Replicação v1 · Instrumentação em andamento · Dados sintéticos plausíveis onde indicado ◎
01

Integridade da Paisagem

Ecológico
58
◎ baseline
Trajetória estimada ◎
Sub-indicadores
Cobertura nativa remanescente ◎ 63%
Conectividade de fragmentos ◎ 52 / 100
Pressão antrópica (inverso) ◎ 59 / 100

O Tijuipe apresenta menor cobertura nativa que Piracanga (63% vs. 87%), refletindo o histórico de uso mais intenso na restinga costeira e a pressão turística sazonal de Itacaré. A fragmentação é mais avançada, com corredores de restinga parcialmente interrompidos. A prioridade de restauração é o corredor entre os fragmentos oeste e leste da bacia — visível também no mapa acima. Este é o índice com maior potencial de melhoria com intervenção direta.

02

Cuidado com a Água

Hidrológico
72
◎ baseline
Trajetória estimada ◎
Sub-indicadores
Qualidade da água (nascentes) ◎ 74 / 100
Mata ciliar preservada 68%
Sazonalidade hídrica ◎ 73 / 100

Cuidado com a Água é o índice mais forte do Tijuipe (72) — ainda abaixo de Piracanga (82), mas competitivo com outros corredores litorâneos baianos. A mata ciliar é mais pressionada que em Piracanga por causa da ocupação irregular em algumas margens da APA. A sazonalidade é melhor do que Piracanga, refletindo aquíferos de restinga mais resilientes. Este índice sustenta a viabilidade de PSA hídrico na bacia.

03

Bem-Estar

Social
55
◎ baseline
Trajetória estimada ◎
Sub-indicadores
Acesso a serviços básicos ◎ 48 / 100
Renda e diversificação econômica ◎ 62 / 100
Saúde e saneamento básico ◎ 55 / 100

Bem-Estar é o índice mais frágil do Tijuipe (55) — 10 pontos abaixo de Piracanga (65). A diferença não é estrutural: comunidades da restinga têm renda mais diversificada por causa do turismo (62 vs. 59), mas acesso a serviços é significativamente menor (48 vs. 61). O turismo de Itacaré gera renda, mas não redistribui — esta é a questão central para governança local. É também a maior oportunidade: um steward Bem-Estar dedicado poderia transformar essa tensão em política pública participativa.

04

Confiança / Governança

Governança
61
◎ baseline
Trajetória estimada ◎
Sub-indicadores
Clareza de titulação fundiária ◎ 54 / 100
Participação comunitária ◎ 68 / 100
Conformidade regulatória (APA) ◎ 65 / 100

A governança do Tijuipe é mais complexa que Piracanga pela sobreposição de marcos: a APA Serra Grande adiciona uma camada de conformidade ambiental que não existe em Piracanga, e titulação é mais fragmentada (54 vs. 68). A participação comunitária (68) é mais alta que Piracanga (75, mas próximo), refletindo comunidades tradicionais de restinga mais organizadas. O principal risco: conflito entre uso turístico, uso tradicional e regulação ambiental da APA. A oportunidade: o steward de Tijuipe tem um campo de jogo mais definido porque a APA já define as regras.

05

Responsabilidade com Resíduos

Operacional
59
◎ baseline
Trajetória estimada ◎
Sub-indicadores
Gestão de resíduos sólidos ◎ 50 / 100
Tratamento de efluentes ◎ 55 / 100
Práticas de redução na origem ◎ 72 / 100

Resíduos é similar a Piracanga (59 vs. 68) — com uma diferença relevante: a pressão sazonal do turismo em Itacaré gera picos de resíduos nos meses de alta temporada que sobrecarregam a infraestrutura existente. A redução na origem (72) é mais alta que Piracanga (74, comparable) porque comunidades de restinga têm tighter material loops. O steward de Tijuipe deveria priorar um sistema de gestão sazonal de resíduos antes de tentar elevar scores absolutos — a infraestrutura precisa acompanhar a demanda.

Mesma metodologia. Território diferente.

🌿

Ecologia diferente

Piracanga é uma bacia de cabeceiras — nascentes de Mata Atlântica de altitude, alta preservação, baixa pressão. Tijuipe é um corredor de restinga litorânea — ecologia de transição entre floresta e mangue, pressão turística sazonal intensa, aquíferos mais resilientes mas mais expostos. A ecologia diferente significa que os cinco índices NÃO deveriam ter os mesmos scores — o que importa é a trajetória, não o número inicial.

🏛️

Densidade de governança diferente

Piracanga opera sem UC federal ou estadual — governança via acordos privados e associativos. O Tijuipe está dentro da APA Serra Grande, o que adiciona conformidade ambiental federal, zoning obrigatório e fiscalização. Isso é um constraints, mas também é um asset: a APA já define as regras do jogo, o steward não precisa inventar frameworks.

📊

Prioridades diferentes emergindo

O primeiro ciclo de instrumentação do Tijuipe já revela prioridades distintas: gestão sazonal de resíduos (turismo), corredores de restinga (conectividade), redistribuição de renda do turismo (bem-estar). Em Piracanga, a prioridade era restauração florestal e titulação. Os cinco índices são os mesmos; a hierarquia de ação é diferente. Isto é a tese de replicação em operação: mesma estrutura, diferentes prioridades locais.