DISCOVERY BASELINE · 2025 Dados sintéticos plausíveis — claramente rotulados onde aplicável

Bacia do Rio Piracanga

2.500 ha  ·  Mata Atlântica · Bahia, Brasil

Um território que se vê, que se governa.

Índice Composto BIOMAS
↑ 4 pts desde levantamento inicial
O que é o Índice Composto?

Uma média ponderada dos cinco índices territoriais, refletindo a saúde integrada da bacia. Um território que pontua acima de 70 está estruturalmente apto para captação de capital de impacto e mercados de crédito ambiental.

Baseline de Descoberta — dados do levantamento de campo 2025 + complementação sintética plausível
Mapa da Bacia
01 02 03 04 05 13°58′S · 39°08′W 2.500 ha
Limite da bacia
Drenagem
Âncora do índice
Baseline de Descoberta 2025 · Dados sintéticos plausíveis onde indicado ◎
01

Integridade da Paisagem

Ecológico
78
↑ 6 pts
Últimos 12 meses ◎
Sub-indicadores
Cobertura nativa remanescente 87%
Conectividade de fragmentos 74 / 100
Pressão antrópica (inverso) 72 / 100

A Bacia do Rio Piracanga mantém 87% de cobertura florestal nativa — um valor excepcional para o litoral sul da Bahia, onde a Mata Atlântica retém apenas cerca de 12% de sua extensão original. A fragmentação ainda existe, mas os remanescentes estão conectados o suficiente para sustentar fauna de médio e grande porte. O vetor de pressão mais relevante é a expansão de trilhas turísticas informais na borda norte; sem intervenção, pode comprometer a conectividade em 3–5 anos. Este índice é o principal ativo tangível do território para mercados de crédito de biodiversidade.

02

Cuidado com a Água

Hidrológico
82
↑ 3 pts
Últimos 12 meses ◎
Sub-indicadores
Qualidade da água (nascentes) ◎ 88 / 100
Mata ciliar preservada 91%
Regularidade hídrica sazonal ◎ 79 / 100

O Rio Piracanga e suas nascentes apresentam qualidade hídrica de alta a excepcional, sustentada por mata ciliar praticamente intacta em 91% das margens mapeadas. A regularidade sazonal é ligeiramente mais baixa, refletindo a variação climática natural da Bahia — não degradação antrópica. Este índice posiciona a bacia como viável para certificações de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) hídricos, especialmente relevantes para municípios dependentes desta drenagem a jusante.

03

Bem-Estar

Social
65
↑ 2 pts
Últimos 12 meses ◎
Sub-indicadores
Acesso a serviços básicos ◎ 61 / 100
Renda e diversificação econômica ◎ 59 / 100
Saúde e saneamento básico ◎ 74 / 100

Bem-Estar é o índice de maior oportunidade de melhoria. As comunidades da bacia apresentam saúde razoável, mas sofrem com limitações de renda e acesso inconstante a serviços. Este padrão é típico de territórios de alta preservação ambiental onde a ausência de atividade produtiva sustentável se traduz em êxodo rural e vulnerabilidade social. A trajetória é positiva: projetos de turismo de base ecológica e agrofloresta em curso são os vetores de melhoria identificados no levantamento de campo. Este índice é onde o capital de impacto tem maior alavancagem.

04

Confiança / Governança

Governança
71
↑ 5 pts
Últimos 12 meses ◎
Sub-indicadores
Clareza de titulação fundiária ◎ 68 / 100
Participação comunitária em decisões ◎ 75 / 100
Conformidade regulatória ambiental ◎ 78 / 100

A governança territorial da Bacia do Piracanga está em trajetória de melhora acelerada. O score de participação comunitária (75) reflete acordos de uso coletivo ativos e articulação local estabelecida — ativos intangíveis que reduzem risco de conflito fundiário. A titulação tem sobreposições parciais que precisam ser resolvidas via INCRA; este é o principal risco jurídico residual. Conformidade ambiental é robusta, com proprietários aderentes ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). Este índice é o que mais impacta o risco percebido por investidores institucionais.

05

Responsabilidade com Resíduos

Operacional
68
↑ 2 pts
Últimos 12 meses ◎
Sub-indicadores
Gestão de resíduos sólidos ◎ 62 / 100
Tratamento de efluentes ◎ 58 / 100
Práticas de redução na origem ◎ 74 / 100

Responsabilidade com Resíduos é o índice com maior defasagem em relação ao potencial ambiental da bacia. A ausência de coleta seletiva formal e o tratamento de efluentes ainda rudimentar são os principais pontos críticos. Paradoxalmente, as práticas de redução na origem são relativamente altas (74), sugerindo cultura de cuidado estabelecida nas comunidades — o que facilita a implementação de sistemas formais. Este é o índice de intervenção mais direta e custo-efetiva para elevar o score composto acima de 80.